DEPOIMENTOS

 

"Em pouco tempo de terapia na clínica Ablity, notamos que o V. está sentindo a necessidade de se comunicar. Hoje ele pede as coisas e até formula algumas frases, o que nos deixa muito otimistas de que em breve estará em uma escola regular, mas sabemos que ainda existem muitos problemas de comportamentos no V. que ainda tem que ser trabalhados"
A.F.
28/10/2009

 

“O que nosso filho pode fazer
Era assim: nós sempre falávamos sobre o que nosso filho não sabia fazer.
Não brincava com outras crianças, não atendia pedidos, não jogava nem pegava a bola, nem mesmo respondia qual era o seu nome. Apenas perguntava “ que cor você gosta” e logo em seguida ele mesmo respondia “ eu gosto de vermelho, do azul”.
Os outros meninos rodavam com suas bicicletas e conversavam sobre inúmeros assuntos e o nosso filho querendo que não fosse tão difícil. Sem amigos, sem confidentes, nem mesmo uma simples conversa ao telefone era possível.
E, apesar das nossas esperanças, nossas preces e nossos sonhos, nosso filho apresentava dificuldades para fazer amigos, realizar tarefas simples, comer sozinho, vestir-se e parar com as crises de birra. Todo filho corria o dia todo pela casa e, quando não corria estava a desenhar trens ou a brincar sozinho em seu mundo de trens e locomotivas.
Quando nosso filho entrou na escola, as diferenças foram ficando mais parentes. Em um determinado dia, uma conversa com vocês mudou nossas vidas para sempre!
Procuramos orientação profissional e passamos a entender melhor o nosso filho. Ele recebeu diagnóstico de Síndrome de Asperger. O mais importante foi que passamos a entender seu comportamento peculiar e a melhorar a sua capacidade  de vida.
Desde então, percebemos que nosso filho encontrou um tesouro, o tesouro veio de vocês.
Ele tem colhido os benefícios de ter um grupo de educadores e uma equipe de apoio extraordinária na Clínica Ability e o Colégio de São Bento, que devotam, além de seu tempo, seu coração para o trabalho e para o nosso filho.
Agora podemos contar o que nosso filho pode fazer:
Ele não fica mais correndo pela casa ou apenas a desenhar trens ou a brincar sozinho em seu mundo de trens e locomotivas. Ele rompeu barreiras antes intransponíveis e graças a vocês ele está produzindo de acordo com o seu potencial, passou a interagir com colegas e a aceitar melhor as mudanças em sua rotina.
Ele pode brincar, rir, cantar, correr, pegar e chutar uma bola. Ele passou a brincar com as crianças do nosso prédio, a usar o computador e a desenhar trens com paisagens, animais e pessoas. Ele passou a ter orgulho de si e até mesmo a participar das aulas.
Tudo isso ele faz graças a vocês.
Muito obrigado por fazerem parte da vida do R."

A. e U.
27/10/2009

Esta carta de agradecimento foi inspirada no texto de Susan Thopson Moore, autora do livro Síndrome de Asperger e a Escola Fundamental.

 

“Agradecimento!
Os desafios impostos e vencidos por nosso filho
            O ano de 2009 está para se encerrar e é justo que façamos um balanço a respeito dos desafios impostos e o nível de sucesso obtido. É isso mesmo, apesar das inúmeras dificuldades podemos concluir que 2009 foi um ano de muita superação e sucesso para o R.. E, ão teria sido assim sem a ajuda de cada um de vocês!
            Em 2008 fizemos um balanço onde citamos o que nosso filho não sabia fazer e suas conquistas, mas 2009 foi diferente, pois as expectativas eram outras. O R. estava matriculado no primeiro ano e tinha pela frente todo o processo de alfabetização e seus desafios.
            Nossa primeira expectativa estava ligada a continuidade do processo de inclusão social em sala de aula. O início do ano foi bastante difícil, as estratégias iniciais não surtiam efeito, o que prejudicava a escolarização  do R.. O relacionamento aproximado e sincero com os profissionais do colégio São Bento, o início das atividades de intervenção comportamental na Clínica Ability, o acolhimento dos colegas em sala de aula e a dedicação de seu neurologista nos deram novas esperanças.
            Sabíamos que a simples frequência do R. no meio escolar não atenderia as demandas específicas para satisfazer a uma segunda expectativa: a inclusão pedagógica. Hoje, por experiência própria, podemos dizer que essas dificuldades podem ser corrigidas ou compensadas quando precocemente detectadas. Pois, as inabilidades sociais que o R. apresentava no início do ano impediam o seu desenpenho acadêmico. Caso essas inabilidades não fossem devidamente entendidas e atendidas qualquer estratégia adotada estaria fadada a um processo de tentativa e erro, onde provavelmente teríamos mais erros a acertos.
            Hoje, o R. lê e escreve palavras, cria histórias, reconhece números, dialoga, negocia, brinca com outras criançase e com sua irmã, relata seus sentimentos e o seu dia. Nada excepcional para uma criança de 6 anos que frequenta uma escola, mas o R. é especial. Ele é nosso filho querido e o símbolo de sucesso profissional de vocês, que o receberam como desafio e aprenderam a amá-lo e respeitá-lo, pois sem isso a superação do R. e o sucesso obtido não teriam sido concretizados.
            Muito obrigado por fazerem parte da vida do R.!”

A. e U. ( dez 2009)

 

 

 
 
 

 
 
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